Comigo já gritando,
O pai me pois no chão.
Pegando água e pano,
Segurando minha mão.
Em pouco tempo nasceu,
Jesus Cristo do Sertão.
E eu feliz estava,
Com o pia feliz também,
O menino comendo a broa,
Comigo aliviada dizendo " amém".
O pai vendo o querido filho,
Que nem roupinha num tem.
O homem já chorando,
Sem podê se explica,
O Jesus Cristo do sertão,
Sem ao menos respira.
E o meu filho pequeno,
No calor à reclamar.
Vida triste essa que tenho
Com meu marido sendo despedido,
Meu caçula já morrendo,
Tão pequeno e despido,
Queria mesmo que na hora,
Ao invés dele, tivesse eu ali morrido.

Esse seu poema mexe fundo no coração da gente...parabéns pela sua inspiração!!!!
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